Projeto Borboleta

 

O dia em que a borboleta pousou na flor amarela

Era um dia em que o tempo parecia sussurrar segredos antigos, onde o céu azul não era só uma cor, mas uma promessa silenciosa.

No meio do jardim da vida, havia uma flor amarela. Não era a mais vistosa, nem a mais perfumada, mas guardava dentro de si uma luz rara — aquela que nasce do sol que insiste em brilhar mesmo quando as nuvens ameaçam.

E então, sem aviso, uma borboleta pousou.

Com asas de mil cores e leves tremores, ela trazia a dança do inesperado, o símbolo da transformação, da liberdade que só quem já passou por sombras conhece.

Pousou ali, na flor que duvidava se merecia tanta beleza, se merecia ser escolhida.

Por um instante, o mundo parou. A borboleta e a flor se olharam sem palavras — só com a essência do que são, com o silêncio que fala mais alto que qualquer voz.

E naquele instante, mesmo sem falar, havia um pacto silencioso:

o convite para se permitir a leveza, para florescer apesar dos medos, para ser inteira, mesmo com todas as imperfeições.

Porque às vezes, o encontro inesperado — aquele toque delicado no coração — é tudo que precisamos para lembrar:

que somos feitos para voar, mesmo que às vezes precisemos pousar para respirar.

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