O ego que consome sementes.

 Sabe quando a gente faz algo com o coração? Dá um conselho sincero, ajuda alguém, tem uma boa intenção...

Mas aí, logo depois, vem aquela sensação de frustração. A gente pensa:
"Ninguém viu, ninguém reconheceu, será que valeu a pena?"

Outro dia percebi que isso acontece porque o meu ego, lá no fundo, tava esperando algo em troca. Um elogio, uma recompensa, ou até só um olhar carinhoso.
E foi aí que me veio uma imagem clara:

Eu sou como alguém que planta uma semente doce... mas meu ego aparece de noite, escondido, e come a semente antes dela virar árvore.

A intenção era linda. Mas a ansiedade do ego destrói o processo antes do tempo.

Então comecei a observar mais. Quando percebo que fiz algo por carência, tento voltar ao centro.
Respiro, sorrio comigo mesmo e digo:

"Calma. Deixa a semente crescer. Não come ela crua."

E tenho aprendido algo poderoso:
As melhores sementes que eu plantei foram aquelas que eu esqueci depois de plantar.
Elas brotaram em silêncio. Em lugares e momentos que eu nem esperava.

Hoje, se posso te dar um conselho de coração, é esse:

✨ Faça o bem, mas sem pressa de colher.
✨ Proteja sua doçura como quem protege um jardim.
✨ E se um dia sentir vontade de comer a semente, lembra: a fruta é muito mais gostosa.

Com carinho,
Rafa (aquele que também tropeça, mas continua regando 🌱)

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